Amor de Saltimbanco
Vivi esse cordel
Sem esperar o fim
Quebrei o meu cofrinho
Tirei todo capim
Estendi uma tenda
Pra fazer nosso festim
Mas era só um conto
História de pasquim
Refugiei-me de minhas dores
Estanquei em meu peito,
O Sangrar dos meus valores
Arranquei mais um espinho,
Desses fincados por amores.
Respondi aos Algozes
Cobrindo minhas cores.
E confessei.
Amor de saltimbanco
Simpático começo
Problemático meio
Trágico Fim
Tão confiante do alto de suas pernas de pau
Desequilibra-se na própria carência.
Trapezista de ilusões
Não suporta o fim do espetáculo sem aplausos
Arlequim de seus enganos
Volta a ser medonho quando a chuva de confetes chega ao fim
Saltador de fábulas
Alegoricamente mergulha no seu grande poço de
lágrimas.
-Lucas Eggert

